Trilha da paixão
O
calor estava forte, o sol deixava as rochas que ladeavam o riacho em brasa.
Maldita hora que pensei em fazer essa trilha pensei. Foi quando a procura de um
lugar com água mais fresca para encher meu cantil eu a vi. Uma mulher, de
cabelos negros, magra e muito sensual. Sentei-me em uma rocha em silêncio
resolvi observar. Ela trajava uma faixa branca cobrindo os seios e uma saia da
mesma cor. Levava consigo um pote de vidro. À medida que o enchia, aproveitando
a gravidade que empurrava a água rio abaixo, ela enchia o pote e descarregava-o
sobre seu corpo. Fiquei imóvel ante a beleza estonteante da moça. Em questão de
minutos, seu corpo ficou molhado, os bicos dos seios entumescidos e os
contornos de seu corpo ficavam cada vez mais aparentes.
Não
queria parar de olhar, estava hipnotizado por aquela quando de repente, seus
olhos inacreditavelmente me buscaram no alto da pedra onde estava. Assustei e
ela abriu um largo sorriso para mim. Logo depois, sumiu em meio às sombras da
mata e eu fiquei ali, entregue... a mochila que descansava sobre a rocha ficou
ali, inerte. Gotas de água ainda caiam do seu corpo sobre o meu. Levantei-me e
sem dizer alguma palavra arranquei-lhe a faixa deixando seus seios molhados
nus. Sem ter dimensão, do seu poder, ela pegou-me pelo colarinho e com uma
força descomunal, abriu-me a camisa de forma tal que os botões voaram. Trocamos
olhares e agarrei e beijei seus lábios carnudos pude perceber e sentir sua pele
morena e macia. Os olhos verdes dela fitaram os meus, loucos de desejo, onde ela,
passeando suas grandes unhas pelas minhas costas chegou até meu cinto abrindo-o
e desabotoando minha calça.
Quando menos tive noção, estávamos ali, comigo
nu, e ela com aquela minissaia branca ao qual a retirou bem devagar com
movimentos delicados onde eu ainda atordoado pela sua visão nua não disse uma
palavra. Ainda estava ali paralisado. Quando a vi, nua em pelo, ao qual antes
que dissesse algo, nos agarramos sobre a rocha. Ela veio com seu furor, sua
sedução, onde senti seu hálito fresco beijou-me e pude sentir suas mãos pelo
meu rosto acariciando meus cabelos, meu membro já hesitado para fora o
acariciou com tal volúpia que não resisti e peguei pelo cabelo querendo possuir
aquela mulher estonteante e ali mesmo naquela pedra matamos nosso tesão com
fogo e paixão.
E
ficamos ali, nos entregando um ao outro com a bênção do Sol. A água do seu
corpo deu lugar ao suor dos nossos corpos que nesse momento, nós nos possuíamos
com intensidade e paixão. Naquele momento de entrega, eu a penetrei e no meio
daquela mata sob o som apenas da cachoeira que jorrava uma água límpida e
cristalina, ela gemia com toda a intensidade possível. O vai e vem dos nossos
corpos onde ela ficava por cima, dominando-me. Ela delicadamente sentava sobre
meu membro fazendo-me agarrar seus braços com força e senti-la dentro de mim,
foi algo indescritível o mundo parou só existíamos nós dois, somente os
pássaros eram testemunhas daquele momento onde dois seres se entregavam de
corpo e alma.
Não
percebi o tempo que ficamos ali. Apenas que chegávamos facilmente ao clímax
sexual. Não percebi quantas vezes isso ocorreu, mas em determinado momento, em
meu último momento de êxtase vi seus olhos revirarem e senti que também estava
perdendo os sentidos, quando ela puxou vigorosamente meu rosto e beijou-me
retirando as minhas últimas forças onde vi seu rosto sumir por entre as sombras
que a capturavam seu semblante. As horas passaram e eu acordei ali, no mesmo
lugar, sob a lua tendo ao fundo apenas o barulho da cachoeira. Olhei assustado
para os lados, ainda nu, procurando uma resposta, procurando onde estava aquela
mulher maravilhosa. À minha frente estavam as minhas roupas emaranhadas. Às
minhas costas minha mochila, mas nada daquela deusa. Ao meu lado, apenas o pote
de vidro que ela carregava.