segunda-feira, 30 de novembro de 2015

OPINIÃO

OS CANALHAS TAMBÉM 


ENVELHECEM





        As palavras acima, foram ditas por um senhor, que foi o digamos, “criador” do Ratinho, muito famoso no Paraná, Luiz Carlos Alborghetti. Era um senhor de extrema direita, com as falas em seus vários programas do tipo trash eram as de: “Bandido bom, é bandido morto”,”Paranã”, “Vá a merda!” e “Os canalhas também envelhecem”. Não acreditava em direitos humanos para bandidos, etc e tal. Mas vou me ater apenas a essa frase que disse, “Os canalhas também envelhecem”. Pra dizer a verdade não fui muito de acreditar nessas coisas. Mas, eu nos últimos dias infelizmente me dobrei a esse argumento
      Na última quinta-feira, o país foi surpreendido com gravações, prisões e tudo o que mais aconteceu sobre o senador Delcídio do Amaral. Delcídio do Amaral, era aquele homem na transição há dez anos atrás entre os cabelos pretos e os cabelos brancos. Foi ele o presidente da CPMI do Mensalão e conseguiu conduzir sem praticamente nenhum barraco, gritaria, berros, uivos e vaias (como temos visto ultimamente neste congresso em suas sessões plenárias) encontros dos mais tensos possíveis, inclusive entre os ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado Roberto Jefferson, onde apesar da dureza das palavras, o nível foi mantido.
       Pessoalmente sempre tinha admirado como tanto Delcídio quanto Osmar (que era o relator) conseguiram de forma unânime agradar tanto ao governo, quanto a oposição o que nesses tempos de Mensalão, Petrolão, Lava-Jato e tantos outros escândalos, tem sido um festival de ofensas de parte a parte, onde tucanos e petistas brigam por poder e onde sabemos (ou não queremos saber) que são farinha do mesmo saco. Pois bem, na quinta-feira última o senador foi detido pela Polícia Federal depois de tramar com um dos réus da Lava-Jato e um advogado a fuga de um dos principais personagens dessa megaoperação Nestor Cerveró. Nessa gravação trama-se uma fuga inusitada para o Paraguai onde um advogado de renome (esses políticos nunca andam sem nenhum) sugere essa rota de fuga e diz: Eu já fiz muito isso.
        Foi preso também um banqueiro, jovem, o símbolo do sucesso. Acusado de lavar dinheiro, de obter informações de maneira sigilosa e como conseguir através de dinheiro já que é bilionário. Esse jovem, símbolo do sucesso, estava trilhando o mesmo caminho dos sessentões já presos nessa operação. Acumulando muito dinheiro de maneira ilícita através de contas, de falcatruas e farra com o dinheiro público. Dinheiro esse que poderia ter sido usado em escolas, universidades, postos de saúde e hospitais para a parcela mais pobre do nosso país. É vergonhoso que esse tipo de gente leva o dinheiro dessa população e fico me perguntando se em algum momento, se em algum dia essa gente se arrependeu ou se consternou com isso. Na minha opinião eles são tão cruéis e nojentos quanto assassinos que volta e meia estão a baila em telejornais .
        Na sexta-feira passada pude, através do Jornal da Band ver quando surgiu no cenário o solícito senador. Ele sempre esteve nos meandros do poder. Sempre esteve as margens de quem estava no comando político do país. Uma vergonha. E desde bem jovem, o nobre senador, que hoje ostenta uma longa cabeleira alva, está preso em uma cela da polícia federal. E uma das razões para fuga, mesadas e planos mirabolantes para quem está demonstrando aonde está mais um (mar de lama). O Congresso está nas mãos de mafiosos e cada dia que passa, a vergonha tem sido maior e o brasileiro comum tem perdido a fé em qualquer tipo de governo que se possa sequer pensar, já que todos estão na vala comum da mediocridade. É incrível, mas tenho de dar a absoluta razão ao já falecido comunicador Luiz Carlos Alborghetti: “Canalhas, também envelhecem.” Só faltou dizer que às vezes é as custas do dinheiro do povo sofrido que tanto batalha.

Escritor Solitário

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

OPINIÃO

AS INVASÕES BÁRBARAS


       Há alguns dias atrás nunca as invasões bárbaras estiveram tão na moda. A primeira delas aconteceu no subdistrito de Bento Rodrigues em Mariana, Minas Gerais no dia 5/11. Uma enxurrada de lama e rejeitos de mineração desceu os “mares de morros” mineiros e invadiu o Rio Doce. O distrito de Bento Rodrigues, foi o primeiro a perecer. Vidas humanas, fauna e flora hoje, mortos. A empresa já tinha sido avisada e hoje apenas tenta justificar o injustificável. Sua negligência e sua ânsia pelo dinheiro fizeram com que este desastre ambiental se tornasse o maior da sua história. Ou seja, os bárbaros capitalistas, como sempre fazem sua parte. Destroem o meio ambiente e depois, bem depois tentam justificar o injustificável. Antes que digam que é somente no Brasil que acontece isso, por causa da corrupção, incompetência do governo, etc. (não nego que os órgãos estaduais e federais, responsáveis pela fiscalização, devem ser punidos igualmente pelos órgãos competentes) neste ano de 2015, completa-se cinco anos do maior desastre ambiental americano. A explosão da plataforma Deepwater Horizon da inglesa BP matou sete pessoas e jogou no Golfo do México (que banha México e EUA) CINCO MILHÕES de barris de petróleo. Os impactos ambientais ainda são sentidos até hoje na costa americana e mexicana. A empresa foi multada em 2014 em 14 bilhões de dólares segundo relatos do Greenpeace.
         Aqui no Brasil, após o acidente de responsabilidade da Samarco uma subsidiada da Vale, ela se explica, se explica e até hoje, o caos vem se alastrando. A lama contaminada de resíduos tóxicos chegou ao Rio Doce, provocando desabastecimento em cidades mineiras e agora em cidades também do Espírito Santo. Ontem a onda de lama tóxica chegou ao mar. Ou seja, o bioma as margens do Rio Doce morreu. Cardumes inteiros de peixes mortos. E agora, o bioma marítimo também pode será contaminado pela onda tóxica da mineradora. E até agora, simplesmente NADA de efetivo tem sido feito. Simplesmente as pessoas estão ao Deus-dará de bárbaros capitalistas que pensaram no lucro. Não pensaram na vida.

         Oito dias depois, as invasões bárbaras continuaram. Desta vez em Paris. Stade de France, Le Petit Cambodje, no café Le Carillon e na casa de espetáculos Le Bataclan. Gritando palavras em árabe, dizendo que Alá é grande, dispararam contra centenas de pessoas e usaram cintos com explosivos usando seus corpos como armas de destruição. Em dados atualizados cento e trinta pessoas entre franceses e várias pessoas de diversas nacionalidades foram mortas. Entre franceses comuns que apenas queria se divertir numa sexta-feira a noite e turistas com o mesmo objetivo na cidade-luz. Alertas máximos acionados e durante bastante tempo os franceses não terão sossego imposto pelo terror pelo Estado Islâmico. Um califado, de sunitas, que se baseia na religião e por isso vem destruindo tudo a sua frente. Mentira. O Estado Islâmico não tem nada a ver com a religião.          
         Conheço muçulmanos e eles estão pasmos como o Alcorão veio a ser distorcido de forma a que seu uso seja o militar. Isso não é religião, isso é uma invasão bárbara, de homens e mulheres bárbaros que tem como único objetivo ter para si um Estado a qual possam desfrutar de suas atrocidades. Mas a ironia disso tudo é que justamente, Americanos, Ingleses e Franceses armaram este estado. Na avidez de derrubar Saddam Husseim, cometeram o erro de armar xiitas, sunitas e curdos numa região em que a política deve prevalecer. Não satisfeitos, empolgados com a Primavera Árabe resolveram armar a quase todos para a derrubada de Bashar al-Assad, que agora apenas observa o apoio de quem vai receber pois, ele se considera um “mal menor” se comparado ao Estado Islâmico e seus homens-bomba que prometem trazer o pânico e o horror para toda a Europa.
       E o Corinthians? Outro invasor bárbaro. Sim, jogou o jogo e de maneira fenomenal,
massacrando os adversários de maneira ímpar. Jogou o jogo. Teve ajuda da arbitragem? Quem sou eu para dizer? Não há uma investigação séria neste país em termos de esporte. Então aos que estão aqui lendo, cabe-lhes apenas o choro de não ter tido uma postura eficiente dentro e fora do jogo. E sim, a massa alvi-negra jogou muito bem, arrancou uma goleada na entrega da faixa diante de um de seus maiores rivais dando-lhes uma goleada vexatória. Jogou barbaramente, e fez, um campeonato bárbaro.


Escritor Solitário.