segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

OPINIÃO VII

Não é por não falar, em honestidade


      Algumas vezes eu consegui colocando a mão em forma de “u”, bater mais forte que os outros meninos e consegui figurinhas a mais para mim. Outra vez em minha vida, não sei porque, eu peguei um bonequinho branco, que estava dentro de um caminhãozinho. O valor dele, provavelmente irrisório. Quantas vezes eu raspei as extremidades da tampinha de garrafa de refrigerante que achei no chão para não chegar em último na corrida de tampinhas e não passar no temível corredor polonês onde a gente tomava uns bons tapas na cabeça. Eu também troquei figurinhas que não valiam nada do chiclete para algumas figurinhas que eram muito boas, mas infelizmente nunca consegui completar o álbum. Tanto no futebol, quanto no futebol de botão, algumas vezes a bola entrou, mas quando era contra o meu time não entrou. Mas quando era a favor do meu time entrou sim.
      Já havia contado que durante o período que trabalhei nas Lojas Americanas eu furtei um quilo de dadinho, uma bala de amendoim que eu gostava muito, mas meus pais não tinham dinheiro para comprar. Então quando ela apareceu nas Lojas Americanas eu não tive dúvidas(já que eu tinha a chave do depósito) de me sentar bem a vontade, abrir um pacote e comer um inteiro. Não contei, mas quando tive uma cadela, a Pudim, eu driblei o Carrefour quando a moça acidentalmente cobrou a coleira e a guia de cachorro como uma coisinha só, mas eu não voltei para dizer que houve o engando. Na verdade me senti um pouco mais feliz por ter driblado o sistema capitalista de exploração do trabalhador. Sabe, eu também quando namorava fiz algumas coisas erradas, como ter colocado um belo par de chifres em algumas namoradas. Claro, foi ruim na separação? Foi,mas durante o ato foi muito prazeroso da minha parte.
      Já dei desculpas para faltar ao trabalho. Já fiz coisas mirabolantes, para não ter de ir a determinados lugares. Já fiquei “doente, com uma febre terrível” para não ter de ir a uma festa que eu não queria ir porque minha acompanhante era muito feia. Em resumo, dos dez mandamentos, acabei não cumprindo oito deles. Dos sete pecados capitais antigos, eu cometi todos, principalmente o da gula porque gosto de comer . Dos novos pecados capitais, acho que não cometi nenhum, até porque acho esses novos pecados muito “coxinha” para meu gosto. São um pouco sem graça na minha opinião e acredito devam ter pecados muito melhores do que os que o Vaticano criou em 2008.
      Mas tudo isso veio a baila quando eu ouvi a seguinte fala do ex-presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva. Numa entrevista a blogueiros, ele disse categoricamente: “Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste país, é que não tem uma vivalma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da Igreja Católica, nem dentro da Igreja Evangélica. Pode ter igual, mas eu duvido.” assim disse o ex-presidente que não sabe de nada, que não viu nada, que toda a corrupção a sua volta, seja no mensalão seja no petrolão, Lula jamais soube de nada. Tudo bem, talvez ele seja o maior idiota, ou o maior ingênuo de toda a história da república, incapaz de perceber minimamente que havia qualquer tipo de esquema dentro de seu governo. É possível. Acredito que quase tudo é possível.
      Agora, dizer que neste país não tem uma vivalma mais honesta do que ele no país é de uma pretensão que até a pessoa mais ingênua é capaz de duvidar. Acho impossível que em algum momento da vida o ex-presidente não tenha cometido algum deslize. Como o próprio Cristo já havia dito, quem não tiver pecados, que atire a primeira pedra. Ora, se todos nós cometemos pecados, cometemos erros, o que faz do ex-presidente uma alma incrivelmente um “reformador” da teologia cristã. Eu, como cristão, fico incrivelmente abismado com essa constatação. Eu nasci e fui criado neste país. E bem, o desafio foi lançado não por mim, mas pela própria figura do ex-presidente, quem ou se há alguém mais honesto do que ele.
      Da minha parte, digo que não sou. Tenho meus defeitos, tenho muitos aliás. Ah sim, voltando no tempo, eu me lembro de uma pessoa que talvez o ex-presidente tenha se esquecido. A senhorita Miriam Cordeiro. Que deu a luz a uma menina de nome Lurian. No meio de uma baixaria que foi a campanha de 1989, não sei se Lula foi honesto com a ex-comapanheira. Mas creio que estou errado. Na verdade, talvez desde que ele nasceu, não há vivalma mais honesta do que ele no Brasil. Quem quiser, que avalie. Concorde ou discorde, deixo aberto a vocês este debate.


Escritor Solitário.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

OPINIÃO VI

MEUS HERÓIS ESTÃO MORRENDO






 
      É célebre, a frase dita por Cazuza, lá nos anos 80: “Meus heróis, morreram de overdose, meus inimigos, estão no poder!” A presidenta, não é minha inimiga, mas está conduzindo o país de forma tão desastrosa que estou com pena de quem ainda está por aqui como eu. Não sei como chegaremos ao final de 2018. E, sinceramente, se você acha que Lula é a salvação, está muito enganado sobre isso. Nem Aécio também será a salvação se você acha que é isso que vou dizer. A corrupção atinge TODOS os partidos e sinceramente tem sido uma situação vergonhosa, pois nem oposição atualmente conseguimos ser. Basicamente, a política brasileira, morreu de maneira trágica entretanto com descobertas pós-morte assustadoras.
      Mas não é sobre política que vim escrever. Mas é sobre a morte. Um balanço dos primeiros quinze dias de janeiro de 2016 tem sido assustador. Muitas pessoas ligadas aos mais diversos setores artísticos estão morrendo. Alguns infelizmente estão sendo cobrados pelos excessos cometidos nos anos setenta a base de sexo, drogas e rock'n roll. Essas pessoas viveram intensamente e cometeram excessos também de maneira intensa. Bom, chegou a hora de pagar as dívidas. Em seus campos de atuação, foram geniais. Deixaram trabalhos estupendos, deram um ar norteador para as novas gerações. Claro que até o final de 2016, muitos de meus heróis ainda vão morrer, isso é um fato. Claro que são pessoas que deixaram e deixarão um legado sem igual. Porém a partir daí, cabe a nós da nova e da novíssima geração a responsabilidade de levar para as próximas as inovações e novos caminhos norteadores.
       Meu ex-professor de Astronomia (sim, eu já estudei Astronomia), dizia que quando Isaac Newton descobriu a Lei da Gravitação Universal seus pares diziam como ele tinha chegado àquela conclusão. A qual prontamente Newton respondeu: “Se vi mais longe foi por estar de pé nos ombros de gigantes!” quando se referia a outros físicos a qual se inspirou para que ele chegasse a sua teoria. Nossos gigantes atuais, nas mais diversas áreas estão morrendo. O tempo passa muito rápido. E cabe a nós, que estamos ficando por aqui, dar a continuidade do trabalho que estes gênios deixaram. A missão é muito difícil, já que primeiro deve-se abdicar dos egos inflados e ter a humildade de procurar nas referências dessas pessoas especias que por este planeta passaram, para a inovação, para darmos um futuro mais próspero intelectualmente falando.
          Alguns foram revolucionários. As criações foram únicas. Mas essa revolução não pode parar. Se a Revolução Industrial estivesse ficado estática, as nossas indústrias ainda seriam movidas a carvão como sua base energética. E, hoje, buscamos alternativas energéticas para as mais variadas funções da indústria. Estamos, se não muito me engano, na quarta etapa da revolução industrial. E ela ainda não terminou. E, na área cultural não estamos longe disso. Já pensou se estivéssemos estáticos nessa área? Claro, que nem tudo dá certo, como o BBB, os vários Mc's do Funk Ostentação, os proibidões, os macaquinhos, etc. Pelo menos vale pelo experimento. Vale pelo que podemos não fazer.
          Eu acredito muito que chegou a nossa vez. Infelizmente nossos heróis estão morrendo, então alguém tem de ocupar este espaço. Alguém tem de ter a coragem suficiente para que não deixemos o legado dessas pessoas cair simplesmente no esquecimento. Temos um dever moral e uma chance ímpar para que possamos pelo menos tentar substituir à altura nossos ídolos que infelizmente estão nos deixando.
          Cada um tem uma pretensão. Eu tenho a minha . Quero ser o substituto de um grande escritor latino americano (não é Gabriel García Márquez, genial escritor). Sim, é uma pretensão, e soa um pouco “soberbo”. Mas se pensarmos que Lemmy Kilmister era apenas um simples roadie (aquele cara que fica lá atrás no palco, afinando as guitarras, baixos ou qualquer instrumento de corda) e depois se tornou um ícone do rock com o Motörhead, porque não pensar alto? Eu ainda não cheguei nem a categoria roadie, mas estou sonhando. Porque é grátis e porque eu também tenho a pretensão de ser o herói de alguém. Ainda que seja de apenas uma pessoa.


Escritor Solitário

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

OPINIÃO

Em nome de qual Deus?


       O mundo anda um pouco estarrecido e preocupado com os novos acontecimentos no Oriente Médio. No último dia dois de janeiro, o clérigo Xiita Nimr al-Nimr um crítico feroz da realeza Sunita Saudita foi executado com a justificativa de ter cometido dois assassinatos há dez anos ou mais. Acontece que o clérigo, além de crítico da realeza, era também muito alinhado ao líder iraniano o Aiatolá Ali Khamenei. Dentre as acusações (as quais Sunitas e Xiitas disputam para ver quem na verdade é o verdadeiro herdeiro do profeta Maomé), o clérigo também acusava o regime saudita de dar apoio e suporte ao Estado Islâmico (um califado que pretende ter territórios na Síria, Turquia, Iraque e Irã) que é, inclusive responsável pelos dois atentados a França no ano de 2015.
        Diria você, que na verdade não passam de bárbaros lutando ferozmente em torno de uma religião (mulçumana) baseado no Alcoorão, seu livro sagrado, e que nos últimos meses tem tratado as pessoas como animais e também quem não é de sua religião cometendo atos bárbaros e atrocidades sem fim. Justo? Não, não é. Mas, se nos basearmos na religião, que não é a maior, mas pelo menos uma das mais famosas do mundo, o cristianismo também não fica para trás. Claro que hoje, temos a TV, o rádio, os jornais e a Internet onde tudo vai de forma rápida e constante. Mas matar em nome de Deus, é uma coisa tão comum quanto beber água, respirar, ou qualquer coisa que você que está lendo agora pode imaginar.
        Primeiro, tivemos as perseguições romanas aos cristãos. Não foi um período fácil e o cristão mais famoso, Jesus, foi crucificado. Na Birmânia Budista, até 1850 era muito comum homens, mulheres, meninos e meninas serem enterrados vivos. Essa prática foi banida quando a Birmânia foi transformada em território inglês. A Inquisição foi um mecanismo usado pela Santa Igreja Católica para que as bruxas, os infieis e toda a sorte de pessoas que não se convertiam, ou teriam pelo menos uma atitude suspeita em relação ao cristianismo, eram mortas em fogueiras (quando tinham sorte) ou eram mortas com requintes de crueldade e tortura. Corações de vítimas cortados, canibalismo, decaptações, afogamentos, mortes de crianças entre outras coisas, eram as formas de que os astecas utilizavam para apaziguar os deuses para que os mesmos derramassem suas bençãos para a prosperidade ou simplesmente chuva para suas colheitas. E o que dizer das cruzadas? Roubos, estupros e mortes. Tudo isso em nome de Deus, claro.
        Hoje, com todo o acesso a informação, e às vezes até em tempo real, parece a nossos olhos que apenas os islamitas são assassinos sanguinários que querem tomar o território dos infieis, sejam eles franceses, ingleses ou americanos. Cabe agora compreender o que está acontecendo, já que este é um conflito religioso e também político. Afinal sunitas e xiitas estão em disputa há pelo menos mais de mil anos para descobrir um único propósito: A de quem te o direito legítimo de sucessor do profeta Maomé, quando o mesmo veio a falecer em 632 depois de Cristo. Quando essa guerra milenar irá acabar eu não sei. O problema é que dentro dessas correntes irão surgir outras subcorrentes e outras denominações as quais ficará cada vez mais difícil descobrir quem na verdade é o sucessor.
Mas essa é apenas uma demonstração de que se mata muito em nome de Deus. Que Deus é grande e que os infieis devem ser eliminados. Mas cabe também uma pergunta: Que Deus afinal de contas? Será que sou infiel? Será que você nunca se pegou questionando a sua religião ou se a religião dos outros está errada ou certa? Essa é uma pergunta muito difícil de responder, mas eu fico me questionando sobre uma coisa:
       Deus não é amor? Deus não é misericordioso? Bondoso? Fico aqui me perguntando porque esses preceitos não são praticados? Fico me perguntando porque é tão difícil as pessoas praticarem o bem comum? Há e haverão divergências? Mas é claro que sim. Mas será que é tão necessário ou foi tão necessário torturar, pegar em armas para se matar em nome de Deus? Eu acredito que não. Não mesmo.

Escritor Solitário

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

OPINIÃO

QUEM É ESSA AÍ, FABÍOLA?


      Primeiro post do ano. Primeira opinião do ano. Antes de mais nada gostaria de desejar a todos e todas que me leem um feliz ano novo, que ele seja cheio de prosperidade, paz, saúde, alegria e felicidade. Depois, gostaria de me desculpar pela demora em postar opinião neste final de ano. Ainda que o aplicativo permita você escrever e programar para que a postagem saia, sempre temos assuntos novos. É aquela grande atriz que morreu, o grande ator que morreu, o grande baixista que morreu, o humorista estuprador que foi preso, o idiota que cortou sua placa de cem mil inscritos no youtube, etc. A gama de assuntos é muito grande, então fica complicado escrever. E isso se torna até um pequeno problema, porque às vezes a gama de assunto é tão grande que eu fico até sem saber o que escrever. Some-se isso a correria natalina, a quantidade de coisas a fazer, enfeitar, arrumar (ainda que contra minha vontade), as malas para viagem, ajeitar tudo e ir.
      Mas um assunto que ocorreu no fim do ano passado e outro que ocorreu ontem, me deu inspiração para escrever a minha opinião de hoje. No final do ano passado, as pessoas foram surpreendidas quando acessavam o youtube com um vídeo de alguém chegando de carro (parecia Polícia 24 horas) onde víamos uma Saveiro com dois ocupantes e um homem transtornado. Dentro da Saveiro, estava o famoso gordinho, Léo, com sua amante/amiga Fabíola esposa do rapaz transtornado que já havia quebrado o vidro do motorista. Com violência ele chega até a arrancar a moça do carro. Logo depois, com uma chave de roda, ele acaba com o para-brisa e o capô da Saveiro, enquanto o Léo olha passivamente para a explosão de fúria.
      Durante dias foi-se discutido quem tinha a razão. Se deveria ter jogado na internet, se deveria isso, quais crimes ele cometeu entre outras coisas. De traído, o rapaz que está junto com a ex-mulher ou mulher, não sei que fim levou, as pessoas que começaram a viralizar o vídeo, começavam a também chamá-lo de machista, de mau caráter entre outras coisas. Eu até ia comentar que essas coisas acontecem quase sempre. Aliás, no Maranhão semana passada se não me engano, também ocorreu. Só não houve repercussão. Talvez porque quem estava filmando não tinha uma voz tão parecida e engraçada como a do Nerso da Capitinga. Vai saber.
Acontece que ontem, sou surpreendido por outro vídeo, desta vez viralizado por dezenas de sites de fofoca, de memes, de tudo o que se possa dizer na internet. “Quem é essa aí papai?”, “Tá cheia de assunto!” , “Vou passa a mão nela!”. A moça, chamada Carla Verde (que fechou sua conta no Facebook) é uma cearense, cantora também, que antes de deletar sua conta, se acusou como a moça do camarote e disse que Ivete deveria confiar mais no seu taco. Já virou até música que provavelmente vai, junto com “O gordinho da Saveiro”, disputar qual delas vai ser o hit do carnaval 2016.
           Depois de ver o vídeo, fui ler os comentários. A esmagadora massa feminina, escrevia que Ivete estava certa, que devia ter feito até mais. Algumas pessoas já chamavam o marido da cantora de vagabundo, aproveitador, canalha e que ela deveria largar dele porque ela era muito mais “diva” do que a moça. Pensei que poderia ficar pior, claro, então fui ler mais. Alguns fãs se disponibilizaram desde já para pegar a tal Carla Verde na rua e “Passar a mão nela!”. O pior é que não eram fãs do sexo masculino, mas sim do sexo feminino. E isso me levou a questionar algumas coisas do tipo: O marido da Fabíola expôs ela na internet, logo ele é machista. A Ivete (figuras públicas que dizem que não sabiam estarem sendo filmadas são “ingênuas”) chama a atenção em pleno show e diz que vai passar a mão na cara da moça (não estou dizendo que a moça ou o marido estivessem fazendo algo errado, mas estou falando da situação em si)e é “diva”?
Então eu fico na dúvida sobre a real intenção de muitas mulheres sobre essa questão, a qual já discuti antes de escrever isso. Algumas que se disseram feministas, disseram que a Ivete podia por ser mulher e estar numa sociedade machista e patriarcal. Que o marido da Fabíola estava errado porque, como homem, ele não podia deixá-la naquela situação vexatória. Eu contra argumentei dizendo que ser chamado de vagabundo para baixo também configurava em situação vexatória. Ou não? Não obtive resposta. Até agora.
           Então, das duas uma. Ou ambos estão certos em deixar seus respectivos cônjuges em uma situação vexatória, ou perder as estribeiras só valeria para a Ivete Sangalo. Eu creio que esse assunto ainda vai render bastante, creio que as pessoas tomem lições de ambos os casos. Mas até o momento essa lição não veio. E, em tempo, as pessoas envolvidas ou se esconderam ou então estão dando explicações avulsas e ninguém parece ter chegado a um acordo. Já, aqui fora, as discussões sobre o que é machismo e o que é feminismo talvez ganhe mais um pouco de tempero por causa desses casos.


Escritor Solitário