sábado, 15 de fevereiro de 2014

ESCRITOS URBANOS




Trilha da paixão


O calor estava forte, o sol deixava as rochas que ladeavam o riacho em brasa. Maldita hora que pensei em fazer essa trilha pensei. Foi quando a procura de um lugar com água mais fresca para encher meu cantil eu a vi. Uma mulher, de cabelos negros, magra e muito sensual. Sentei-me em uma rocha em silêncio resolvi observar. Ela trajava uma faixa branca cobrindo os seios e uma saia da mesma cor. Levava consigo um pote de vidro. À medida que o enchia, aproveitando a gravidade que empurrava a água rio abaixo, ela enchia o pote e descarregava-o sobre seu corpo. Fiquei imóvel ante a beleza estonteante da moça. Em questão de minutos, seu corpo ficou molhado, os bicos dos seios entumescidos e os contornos de seu corpo ficavam cada vez mais aparentes.
Não queria parar de olhar, estava hipnotizado por aquela quando de repente, seus olhos inacreditavelmente me buscaram no alto da pedra onde estava. Assustei e ela abriu um largo sorriso para mim. Logo depois, sumiu em meio às sombras da mata e eu fiquei ali, entregue... a mochila que descansava sobre a rocha ficou ali, inerte. Gotas de água ainda caiam do seu corpo sobre o meu. Levantei-me e sem dizer alguma palavra arranquei-lhe a faixa deixando seus seios molhados nus. Sem ter dimensão, do seu poder, ela pegou-me pelo colarinho e com uma força descomunal, abriu-me a camisa de forma tal que os botões voaram. Trocamos olhares e agarrei e beijei seus lábios carnudos pude perceber e sentir sua pele morena e macia. Os olhos verdes dela fitaram os meus, loucos de desejo, onde ela, passeando suas grandes unhas pelas minhas costas chegou até meu cinto abrindo-o e desabotoando minha calça.
 Quando menos tive noção, estávamos ali, comigo nu, e ela com aquela minissaia branca ao qual a retirou bem devagar com movimentos delicados onde eu ainda atordoado pela sua visão nua não disse uma palavra. Ainda estava ali paralisado. Quando a vi, nua em pelo, ao qual antes que dissesse algo, nos agarramos sobre a rocha. Ela veio com seu furor, sua sedução, onde senti seu hálito fresco beijou-me e pude sentir suas mãos pelo meu rosto acariciando meus cabelos, meu membro já hesitado para fora o acariciou com tal volúpia que não resisti e peguei pelo cabelo querendo possuir aquela mulher estonteante e ali mesmo naquela pedra matamos nosso tesão com fogo e paixão.
E ficamos ali, nos entregando um ao outro com a bênção do Sol. A água do seu corpo deu lugar ao suor dos nossos corpos que nesse momento, nós nos possuíamos com intensidade e paixão. Naquele momento de entrega, eu a penetrei e no meio daquela mata sob o som apenas da cachoeira que jorrava uma água límpida e cristalina, ela gemia com toda a intensidade possível. O vai e vem dos nossos corpos onde ela ficava por cima, dominando-me. Ela delicadamente sentava sobre meu membro fazendo-me agarrar seus braços com força e senti-la dentro de mim, foi algo indescritível o mundo parou só existíamos nós dois, somente os pássaros eram testemunhas daquele momento onde dois seres se entregavam de corpo e alma.
Não percebi o tempo que ficamos ali. Apenas que chegávamos facilmente ao clímax sexual. Não percebi quantas vezes isso ocorreu, mas em determinado momento, em meu último momento de êxtase vi seus olhos revirarem e senti que também estava perdendo os sentidos, quando ela puxou vigorosamente meu rosto e beijou-me retirando as minhas últimas forças onde vi seu rosto sumir por entre as sombras que a capturavam seu semblante. As horas passaram e eu acordei ali, no mesmo lugar, sob a lua tendo ao fundo apenas o barulho da cachoeira. Olhei assustado para os lados, ainda nu, procurando uma resposta, procurando onde estava aquela mulher maravilhosa. À minha frente estavam as minhas roupas emaranhadas. Às minhas costas minha mochila, mas nada daquela deusa. Ao meu lado, apenas o pote de vidro que ela carregava.

2 comentários:

Brisa disse...

Uma linda História..pena que acordastes..parabéns querido...

Brisa disse...

Que Deus abençoe seu caminho e sua capacidade sempre...