Não me ame, eu tenho muitos defeitos.
Não me ame. Não goste de mim. Não perca seu tempo comigo. Eu já dei e dou trabalho. Dou trabalho, logo sou um porre. Prá que gostar de mim? É desnecessário, não vejo motivo algum, e para ser sincero você vai ser mais feliz. Tenho defeitos demais para uma pessoa tão pequena como eu. Apesar do meu um metro e setenta e três de altura, atualmente sou um anão no meio de tantos jovens com mais de um metro e oitenta. Mas afinal são números. Números bobos. Na verdade números são apenas números e somados dão outros números que multiplicados ou divididos dão outros números.
Não sei porque estou contando isso para vocês. Mentira eu sei sim mas isso não importa agora. Às vezes eu minto, é verdade. Nossa, ficou confuso isso! Mas prefiro mentir do que fazer qualquer pessoa sofrer. Na verdade se for para sofrer eu prefiro que seja eu mesmo. Não, eu não sou nenhum tipo de herói ou cavaleiro em um cavalo com sua armadura prateada, espada na cinta , elmo e escudo na mão. Esqueça. Não sou também nenhum tipo de herói lendário, um semideus grego, ou o próprio Deus em questão. Então não se preocupe. Deixe que eu faço isso, por você e por mim. Não pense que sou aquele soldado bonzinho que no final das contas coloca seu corpo contra a bala inimiga. Não sei quem disse a frase que no amor e na guerra tudo é válido. Bom, quase tudo, porque algumas coisas eu não abro mão. Sou meio Ned Stark, que pregou a honra e perdeu a cabeça. Literalmente.
Sabe, você que está lendo pode ter certeza que eu resolvi enumerar meus defeitos. Porque simplesmente eu sou muito autocrítico quanto isso. Pode ser por isso que eu tive de reescrever tudo o que já tinha escrito. Me amar é muito difícil. É complicadíssimo sim, eu gostaria de salientar isso, já que eu tenho muitas questões para comigo mesmo e até acho que externá-las é uma forma de poder deixar toda e qualquer pessoa que resolva gostar de mim, a par da aparente roubada que é ter de viver comigo. Eu não ia fazer isso, mas talvez elencar algumas coisas, seja deveras interessante, fazendo a quem ler ter uma grande viagem ao desconhecido mundo do meu eu.
A primeira coisa, é se você for nova é que estou envelhecendo. Ano que vem eu faço quarenta anos. Não se iluda muito com o bordão de que a "vida começa aos quarenta". Fiz umas contas básicas, e não é idiotice, me baseei na idade do meu pai, minha mãe (vivíssima, graças a Deus) e resolvi tirar uma mediana (não média) de quanto tempo de vida terei. Se nada der errado, talvez eu viva até aos oitenta a oitenta e cinco anos de idade. Não se iluda de que ficarei jovem pare sempre. E sim, terá de amar um velho, com todos os seus problemas de velho e talvez ter o desprazer de providenciar os papéis do meu enterro. Não, velório não vai ter. Não quero ninguém que me odeia a beira do meu caixão dizendo que eu era "uma boa pessoa".
A segunda coisa, é que apesar de estar ficando velho, não quer dizer que eu não possa olhar as mulheres na rua. Antes que venha com esse papinho de compromisso e tal, faça o favor de ir ao inferno e ficar lá. Todo ser humano olha alguém bonito. Não importa a idade. Não venha com esse papinho de que nunca olhou e nunca olhará. É papo, é besteirol, e eu não quero mais ficar pensando se você está com ciúmes ou não. Dane-se, eu vou olhar e se você quiser olhar, olhe, não estou te colocando amarras nos olhos.
A terceira coisa é que sou epilético. Ou seja, não posso dirigir aqueles carrões que você tanto acha que eu dirijo. Mas nossa seita é mais eclética, nós podemos dirigir sim, desde que não seja carros potentes e motos potentes. Quem tem epilepsia faz parte de uma "seita secreta" onde certas verdades é melhor ser omitida. Então, como essa doença não tem cura, infelizmente é mais um fator para eu morrer mais cedo e não é muito legal saber disso.
A quarta é que eu sou urbano demais. Não me chame para uma casinha na porra de um mato qualquer. Desde que esse mato qualquer não seja uma montanha na Escócia. Sim, só vale a Escócia. Fora isso não quero ir a cabaninha em mato em lugar nenhum. Esqueça. Esse lance de ficar num lugar distante de tudo e todos com hortinha, vaca, galinha e cachorro não é minha praia. Se você quiser ir para São Paulo viver comigo, pode ser uma boa. Lá tem poluição, é barulhento e violento. Se eu vou mudar de ideia, talvez. Quando estiver velho e quiser ir morrer num lugar tranquilo.
A quinta coisa é fisiológica. Não espere em mim um espécie de ator pornô. Não sou, não serei e quando eu envelhecer eu vou sim tomar a pilulazinha mágica por que é meu direito e ninguém tem nada a ver com isso. Então terá que se acostumar com isso também.
A sexta coisa. Sou pai. Não palhaço, então quero ter a convivência total e irrestrita com as criança ainda que as crianças tenham quase trinta anos de idade. Já vi muito pai por aí que simplesmente "largou" os filhos por aí e no máximo paga uma pensão. Além da pensão, tenho de dar carinho, afeto e vou dar tudo o que for necessário.
A sétima coisa é que tenho meu time de futebol. "Futebol é paixão e na Globo é muito mais emoção" bradava há muitos anos atrás o jornalista Kléber Leite. Sou brasileiro, logo adoro e amo futebol. Não que eu vá ver XV de Piracicaba e Matonense porque deve ser uma pelada de todo o tamanho. Só assisto aos jogos do meu time de coração. Aí sim, se for contra o XV de Piracicaba ou a Matonense não vai ser pelada. Acostume-se.
A oitava coisa é que gosto de Fórmula 1 também, e não perco um GP desde os anos 80. Então não adianta ficar de mimimi dizendo que é uma coisa idiota um monte de carros rodando em volta de um circuito. Eu gosto, já até tive um blog sobre esse assunto e pronto. Eu vejo filmes, eu vejo documentários, ou seja, quando é tudo é tudo. Ah, e para sua breve informação, eu não gosto do Ayrton Senna. Não do piloto, mas sim da pessoa. E não me venha com esse "melhor de todos os tempos" que sinto uma vontade de bater a cabeça na primeira coluna que achar.
A nona coisa é que eu sou teimoso. Essa minha teimosia é um saco. Às vezes para escrever uma coisa perfeita. Às vezes para consertar algo. É, não é fácil, mas isso se deve ao fato de que não quero fazer absolutamente nada mal feito. Não é mania de perfeição. Mas a teimosia de fazer algo que agrade as pessoas talvez me faça um cara teimoso com mania de perfeição. Putz, piorei a coisa. Melhor pular.
Por fim, afinal, vou elencar somente dez. Devo ter mais defeitos. Mas esses dez eu achei importante. É café. Não vou dizer que é um vício maldito, mas comecei tarde na arte de degustar café. Mas eu amo café. Meu reino por um café. Pode ser ele expresso, coador de tecido, de papel, mas eu tenho de tomar pelo menos três xícaras grandes dele por dia. E porra, não tem como. Pode ser às dez da noite, mas eu tenho de tomar o meu café. E sim, durmo tranquilamente. Como um anjo.
Viu, tenho defeitos demais, esses dez foram apenas os mais relevantes. Eu sei, sou um humano, não sou nenhum extraterrestre, mestre Jedi, super herói, não sou um mutante, enfim sou uma pessoa normal. Apenas acho que não mereço ser amado na proporção que às vezes amo e que dizem que me amam. Gostaria de ter menos defeitos, mas a essa altura da vida vejo que isso não vai ser possível. Então teriam de me aceitar assim. Então para a mercadoria (no caso eu) não soar como um black friday brasileiro, eu mesmo coloquei porque não me comprar. É como um vendedor das Casas Bahia recomendar o cliente a ir no Ricardo Eletro.Bom, enfim pessoal, é isso. Amem outro, esse aqui está que nem Minas Gerais: um mar de morros.. E morro ninguém gosta, todo mundo prefere a planície. E futuramente, vai virar um Serrado: Baixo, velho e desgastado. Por hoje é só.
Escritor Solitário.
Sabe, você que está lendo pode ter certeza que eu resolvi enumerar meus defeitos. Porque simplesmente eu sou muito autocrítico quanto isso. Pode ser por isso que eu tive de reescrever tudo o que já tinha escrito. Me amar é muito difícil. É complicadíssimo sim, eu gostaria de salientar isso, já que eu tenho muitas questões para comigo mesmo e até acho que externá-las é uma forma de poder deixar toda e qualquer pessoa que resolva gostar de mim, a par da aparente roubada que é ter de viver comigo. Eu não ia fazer isso, mas talvez elencar algumas coisas, seja deveras interessante, fazendo a quem ler ter uma grande viagem ao desconhecido mundo do meu eu.
A primeira coisa, é se você for nova é que estou envelhecendo. Ano que vem eu faço quarenta anos. Não se iluda muito com o bordão de que a "vida começa aos quarenta". Fiz umas contas básicas, e não é idiotice, me baseei na idade do meu pai, minha mãe (vivíssima, graças a Deus) e resolvi tirar uma mediana (não média) de quanto tempo de vida terei. Se nada der errado, talvez eu viva até aos oitenta a oitenta e cinco anos de idade. Não se iluda de que ficarei jovem pare sempre. E sim, terá de amar um velho, com todos os seus problemas de velho e talvez ter o desprazer de providenciar os papéis do meu enterro. Não, velório não vai ter. Não quero ninguém que me odeia a beira do meu caixão dizendo que eu era "uma boa pessoa".
A segunda coisa, é que apesar de estar ficando velho, não quer dizer que eu não possa olhar as mulheres na rua. Antes que venha com esse papinho de compromisso e tal, faça o favor de ir ao inferno e ficar lá. Todo ser humano olha alguém bonito. Não importa a idade. Não venha com esse papinho de que nunca olhou e nunca olhará. É papo, é besteirol, e eu não quero mais ficar pensando se você está com ciúmes ou não. Dane-se, eu vou olhar e se você quiser olhar, olhe, não estou te colocando amarras nos olhos.
A terceira coisa é que sou epilético. Ou seja, não posso dirigir aqueles carrões que você tanto acha que eu dirijo. Mas nossa seita é mais eclética, nós podemos dirigir sim, desde que não seja carros potentes e motos potentes. Quem tem epilepsia faz parte de uma "seita secreta" onde certas verdades é melhor ser omitida. Então, como essa doença não tem cura, infelizmente é mais um fator para eu morrer mais cedo e não é muito legal saber disso.
A quarta é que eu sou urbano demais. Não me chame para uma casinha na porra de um mato qualquer. Desde que esse mato qualquer não seja uma montanha na Escócia. Sim, só vale a Escócia. Fora isso não quero ir a cabaninha em mato em lugar nenhum. Esqueça. Esse lance de ficar num lugar distante de tudo e todos com hortinha, vaca, galinha e cachorro não é minha praia. Se você quiser ir para São Paulo viver comigo, pode ser uma boa. Lá tem poluição, é barulhento e violento. Se eu vou mudar de ideia, talvez. Quando estiver velho e quiser ir morrer num lugar tranquilo.
A quinta coisa é fisiológica. Não espere em mim um espécie de ator pornô. Não sou, não serei e quando eu envelhecer eu vou sim tomar a pilulazinha mágica por que é meu direito e ninguém tem nada a ver com isso. Então terá que se acostumar com isso também.
A sexta coisa. Sou pai. Não palhaço, então quero ter a convivência total e irrestrita com as criança ainda que as crianças tenham quase trinta anos de idade. Já vi muito pai por aí que simplesmente "largou" os filhos por aí e no máximo paga uma pensão. Além da pensão, tenho de dar carinho, afeto e vou dar tudo o que for necessário.
A sétima coisa é que tenho meu time de futebol. "Futebol é paixão e na Globo é muito mais emoção" bradava há muitos anos atrás o jornalista Kléber Leite. Sou brasileiro, logo adoro e amo futebol. Não que eu vá ver XV de Piracicaba e Matonense porque deve ser uma pelada de todo o tamanho. Só assisto aos jogos do meu time de coração. Aí sim, se for contra o XV de Piracicaba ou a Matonense não vai ser pelada. Acostume-se.
A oitava coisa é que gosto de Fórmula 1 também, e não perco um GP desde os anos 80. Então não adianta ficar de mimimi dizendo que é uma coisa idiota um monte de carros rodando em volta de um circuito. Eu gosto, já até tive um blog sobre esse assunto e pronto. Eu vejo filmes, eu vejo documentários, ou seja, quando é tudo é tudo. Ah, e para sua breve informação, eu não gosto do Ayrton Senna. Não do piloto, mas sim da pessoa. E não me venha com esse "melhor de todos os tempos" que sinto uma vontade de bater a cabeça na primeira coluna que achar.
A nona coisa é que eu sou teimoso. Essa minha teimosia é um saco. Às vezes para escrever uma coisa perfeita. Às vezes para consertar algo. É, não é fácil, mas isso se deve ao fato de que não quero fazer absolutamente nada mal feito. Não é mania de perfeição. Mas a teimosia de fazer algo que agrade as pessoas talvez me faça um cara teimoso com mania de perfeição. Putz, piorei a coisa. Melhor pular.
Por fim, afinal, vou elencar somente dez. Devo ter mais defeitos. Mas esses dez eu achei importante. É café. Não vou dizer que é um vício maldito, mas comecei tarde na arte de degustar café. Mas eu amo café. Meu reino por um café. Pode ser ele expresso, coador de tecido, de papel, mas eu tenho de tomar pelo menos três xícaras grandes dele por dia. E porra, não tem como. Pode ser às dez da noite, mas eu tenho de tomar o meu café. E sim, durmo tranquilamente. Como um anjo.
Viu, tenho defeitos demais, esses dez foram apenas os mais relevantes. Eu sei, sou um humano, não sou nenhum extraterrestre, mestre Jedi, super herói, não sou um mutante, enfim sou uma pessoa normal. Apenas acho que não mereço ser amado na proporção que às vezes amo e que dizem que me amam. Gostaria de ter menos defeitos, mas a essa altura da vida vejo que isso não vai ser possível. Então teriam de me aceitar assim. Então para a mercadoria (no caso eu) não soar como um black friday brasileiro, eu mesmo coloquei porque não me comprar. É como um vendedor das Casas Bahia recomendar o cliente a ir no Ricardo Eletro.Bom, enfim pessoal, é isso. Amem outro, esse aqui está que nem Minas Gerais: um mar de morros.. E morro ninguém gosta, todo mundo prefere a planície. E futuramente, vai virar um Serrado: Baixo, velho e desgastado. Por hoje é só.
Escritor Solitário.
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