segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

OPINIÃO

QUEM É ESSA AÍ, FABÍOLA?


      Primeiro post do ano. Primeira opinião do ano. Antes de mais nada gostaria de desejar a todos e todas que me leem um feliz ano novo, que ele seja cheio de prosperidade, paz, saúde, alegria e felicidade. Depois, gostaria de me desculpar pela demora em postar opinião neste final de ano. Ainda que o aplicativo permita você escrever e programar para que a postagem saia, sempre temos assuntos novos. É aquela grande atriz que morreu, o grande ator que morreu, o grande baixista que morreu, o humorista estuprador que foi preso, o idiota que cortou sua placa de cem mil inscritos no youtube, etc. A gama de assuntos é muito grande, então fica complicado escrever. E isso se torna até um pequeno problema, porque às vezes a gama de assunto é tão grande que eu fico até sem saber o que escrever. Some-se isso a correria natalina, a quantidade de coisas a fazer, enfeitar, arrumar (ainda que contra minha vontade), as malas para viagem, ajeitar tudo e ir.
      Mas um assunto que ocorreu no fim do ano passado e outro que ocorreu ontem, me deu inspiração para escrever a minha opinião de hoje. No final do ano passado, as pessoas foram surpreendidas quando acessavam o youtube com um vídeo de alguém chegando de carro (parecia Polícia 24 horas) onde víamos uma Saveiro com dois ocupantes e um homem transtornado. Dentro da Saveiro, estava o famoso gordinho, Léo, com sua amante/amiga Fabíola esposa do rapaz transtornado que já havia quebrado o vidro do motorista. Com violência ele chega até a arrancar a moça do carro. Logo depois, com uma chave de roda, ele acaba com o para-brisa e o capô da Saveiro, enquanto o Léo olha passivamente para a explosão de fúria.
      Durante dias foi-se discutido quem tinha a razão. Se deveria ter jogado na internet, se deveria isso, quais crimes ele cometeu entre outras coisas. De traído, o rapaz que está junto com a ex-mulher ou mulher, não sei que fim levou, as pessoas que começaram a viralizar o vídeo, começavam a também chamá-lo de machista, de mau caráter entre outras coisas. Eu até ia comentar que essas coisas acontecem quase sempre. Aliás, no Maranhão semana passada se não me engano, também ocorreu. Só não houve repercussão. Talvez porque quem estava filmando não tinha uma voz tão parecida e engraçada como a do Nerso da Capitinga. Vai saber.
Acontece que ontem, sou surpreendido por outro vídeo, desta vez viralizado por dezenas de sites de fofoca, de memes, de tudo o que se possa dizer na internet. “Quem é essa aí papai?”, “Tá cheia de assunto!” , “Vou passa a mão nela!”. A moça, chamada Carla Verde (que fechou sua conta no Facebook) é uma cearense, cantora também, que antes de deletar sua conta, se acusou como a moça do camarote e disse que Ivete deveria confiar mais no seu taco. Já virou até música que provavelmente vai, junto com “O gordinho da Saveiro”, disputar qual delas vai ser o hit do carnaval 2016.
           Depois de ver o vídeo, fui ler os comentários. A esmagadora massa feminina, escrevia que Ivete estava certa, que devia ter feito até mais. Algumas pessoas já chamavam o marido da cantora de vagabundo, aproveitador, canalha e que ela deveria largar dele porque ela era muito mais “diva” do que a moça. Pensei que poderia ficar pior, claro, então fui ler mais. Alguns fãs se disponibilizaram desde já para pegar a tal Carla Verde na rua e “Passar a mão nela!”. O pior é que não eram fãs do sexo masculino, mas sim do sexo feminino. E isso me levou a questionar algumas coisas do tipo: O marido da Fabíola expôs ela na internet, logo ele é machista. A Ivete (figuras públicas que dizem que não sabiam estarem sendo filmadas são “ingênuas”) chama a atenção em pleno show e diz que vai passar a mão na cara da moça (não estou dizendo que a moça ou o marido estivessem fazendo algo errado, mas estou falando da situação em si)e é “diva”?
Então eu fico na dúvida sobre a real intenção de muitas mulheres sobre essa questão, a qual já discuti antes de escrever isso. Algumas que se disseram feministas, disseram que a Ivete podia por ser mulher e estar numa sociedade machista e patriarcal. Que o marido da Fabíola estava errado porque, como homem, ele não podia deixá-la naquela situação vexatória. Eu contra argumentei dizendo que ser chamado de vagabundo para baixo também configurava em situação vexatória. Ou não? Não obtive resposta. Até agora.
           Então, das duas uma. Ou ambos estão certos em deixar seus respectivos cônjuges em uma situação vexatória, ou perder as estribeiras só valeria para a Ivete Sangalo. Eu creio que esse assunto ainda vai render bastante, creio que as pessoas tomem lições de ambos os casos. Mas até o momento essa lição não veio. E, em tempo, as pessoas envolvidas ou se esconderam ou então estão dando explicações avulsas e ninguém parece ter chegado a um acordo. Já, aqui fora, as discussões sobre o que é machismo e o que é feminismo talvez ganhe mais um pouco de tempero por causa desses casos.


Escritor Solitário

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