MEUS
HERÓIS ESTÃO MORRENDO
É
célebre, a frase dita por Cazuza, lá nos anos 80: “Meus heróis,
morreram de overdose, meus inimigos, estão no poder!” A
presidenta, não é minha inimiga, mas está conduzindo o país de
forma tão desastrosa que estou com pena de quem ainda está por aqui
como eu. Não sei como chegaremos ao final de 2018. E, sinceramente,
se você acha que Lula é a salvação, está muito enganado sobre
isso. Nem Aécio também será a salvação se você acha que é isso
que vou dizer. A corrupção atinge TODOS os partidos e sinceramente
tem sido uma situação vergonhosa, pois nem oposição atualmente
conseguimos ser. Basicamente, a política brasileira, morreu de
maneira trágica entretanto com descobertas pós-morte assustadoras.
Mas
não é sobre política que vim escrever. Mas é sobre a morte. Um
balanço dos primeiros quinze dias de janeiro de 2016 tem sido
assustador. Muitas pessoas ligadas aos mais diversos setores
artísticos estão morrendo. Alguns infelizmente estão sendo
cobrados pelos excessos cometidos nos anos setenta a base de sexo,
drogas e rock'n roll. Essas pessoas viveram intensamente e cometeram
excessos também de maneira intensa. Bom, chegou a hora de pagar as
dívidas. Em seus campos de atuação, foram geniais. Deixaram
trabalhos estupendos, deram um ar norteador para as novas gerações.
Claro que até o final de 2016, muitos de meus heróis ainda vão
morrer, isso é um fato. Claro que são pessoas que deixaram e
deixarão um legado sem igual. Porém a partir daí, cabe a nós da
nova e da novíssima geração a responsabilidade de levar para as
próximas as inovações e novos caminhos norteadores.
Meu
ex-professor de Astronomia (sim, eu já estudei Astronomia), dizia
que quando Isaac Newton descobriu a Lei da Gravitação Universal
seus pares diziam como ele tinha chegado àquela conclusão. A qual
prontamente Newton respondeu: “Se vi mais longe foi por estar de pé
nos ombros de gigantes!” quando se referia a outros físicos a qual
se inspirou para que ele chegasse a sua teoria. Nossos gigantes
atuais, nas mais diversas áreas estão morrendo. O tempo passa muito
rápido. E cabe a nós, que estamos ficando por aqui, dar a
continuidade do trabalho que estes gênios deixaram. A missão é
muito difícil, já que primeiro deve-se abdicar dos egos inflados e
ter a humildade de procurar nas referências dessas pessoas especias
que por este planeta passaram, para a inovação, para darmos um
futuro mais próspero intelectualmente falando.
Alguns
foram revolucionários. As criações foram únicas. Mas essa
revolução não pode parar. Se a Revolução Industrial estivesse
ficado estática, as nossas indústrias ainda seriam movidas a carvão
como sua base energética. E, hoje, buscamos alternativas energéticas
para as mais variadas funções da indústria. Estamos, se não muito
me engano, na quarta etapa da revolução industrial. E ela ainda não
terminou. E, na área cultural não estamos longe disso. Já pensou
se estivéssemos estáticos nessa área? Claro, que nem tudo dá
certo, como o BBB, os vários Mc's do Funk Ostentação, os
proibidões, os macaquinhos, etc. Pelo menos vale pelo experimento.
Vale pelo que podemos não fazer.
Eu
acredito muito que chegou a nossa vez. Infelizmente nossos heróis
estão morrendo, então alguém tem de ocupar este espaço. Alguém
tem de ter a coragem suficiente para que não deixemos o legado
dessas pessoas cair simplesmente no esquecimento. Temos um dever
moral e uma chance ímpar para que possamos pelo menos tentar
substituir à altura nossos ídolos que infelizmente estão nos
deixando.
Cada
um tem uma pretensão. Eu tenho a minha . Quero ser o substituto de
um grande escritor latino americano (não é Gabriel García Márquez,
genial escritor). Sim, é uma pretensão, e soa um pouco “soberbo”.
Mas se pensarmos que Lemmy Kilmister era apenas um simples roadie
(aquele cara que fica lá atrás no palco, afinando as guitarras,
baixos ou qualquer instrumento de corda) e depois se tornou um ícone
do rock com o Motörhead, porque não pensar alto? Eu ainda não
cheguei nem a categoria roadie, mas estou sonhando. Porque é grátis
e porque eu também tenho a pretensão de ser o herói de alguém.
Ainda que seja de apenas uma pessoa.
Escritor
Solitário
Nenhum comentário:
Postar um comentário